Pesquisa DATATEMPO: números de Bolsonaro oscilam, e Lula mantém liderança

A segunda rodada da pesquisa DATATEMPO realizada em Minas Gerais para a disputa do Palácio do Planalto mostra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) à frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tanto no levantamento estimulado quanto no espontâneo.

Em comparação com a última DATATEMPO realizada em todas as regiões do Estado, em julho, o presidente Bolsonaro apresentou queda ligeiramente maior que a margem de erro. Já o petista se manteve estável nas menções do eleitorado ouvido.

Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Lula obteve 30,8% das citações, percentual um pouco maior dos que os 28,4% de julho – o maior indicador está dentro da margem de erro, que é de 2,63 pontos percentuais.

Os moradores do Vale do Mucuri, das regiões Central, Oeste e Noroeste e pessoas com renda até dois salários mínimos são os que mais declaram intenção de voto no ex-presidente Lula. Em contraposição, os eleitores das regiões Norte e do Rio Doce e os que ganham entre cinco e dez salários mínimos e acima de dez salários mínimos, são que menos votam no petista.

Bolsonaro foi citado por 19,8% dos eleitores. Em julho, ele foi lembrado por 23,3%. Os entrevistados com renda acima de cinco salários mínimos, das regiões Norte e do Rio Doce e evangélicos são os grupos de mineiros que mais declaram intenção de voto em Bolsonaro. O desempenho do presidente é pior no Vale do Mucuri, seguido do Campo das Vertentes e entre os católicos.

Cenários

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor, Lula também lidera no Estado, alcançando 40,4%. Na anterior, ele obteve 38,7%.

Bolsonaro teve uma ligeira queda acima da margem de erro de 2,63 pontos percentuais. Em julho, o presidente foi escolhido por 25,1%. Agora, obteve 20,1% das citações. A variação dos números pode ser explicada pela piora do cenários econômico, principalmente pela escalada dos preços dos combustíveis, energia elétrica e gás de cozinha.

Para os mineiros, a chamada “terceira via” está entre o Sergio Moro e Ciro Gomes, com leve vantagem para o ex-governador do Ceará. Ciro, tinha no levantamento de julho, 4,6% das intenções e alcança agora 6,1%. Já o ex-juiz oscilou de 5,6 na pesquisa anterior e teve 4,7% agora.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que luta para ser o candidato tucano à Presidência no ano que vem, manteve 2,5% das intenções nos dois levantamentos. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), saiu de 1% para 1,4%. O senador, aliás, pode deixar o DEM e ir para o PSD para disputar o Planalto.

Segundo turno

O simulou três cenários de segundo turno para o pleito do ano que vem. Se depender dos mineiros, hoje o presidente Jair Bolsonaro não conseguiria se reeleger. Vale lembrar que falta um ano para as eleições e o clima político pode mudar.

No primeiro cenário, o Lula venceria Bolsonaro. O petista teria 56,9% contra 29,2% do atual presidente. Já na cenário em que Ciro Gomes enfrenta o atual chefe do Executivo, o ex-governador do Ceará teria 50,1% das intenções de voto e, Bolsonaro, 31,2%

A terceira simulação imaginou o embate entre Lula e Ciro. O ex-presidente levaria a melhor com o dobro das intenções. O petista teria 54,2% e o pedetista 26,9%.

Quando os entrevistados foram perguntados quem eles achariam que venceria as eleições, independentemente do candidato que elas escolheram, o nome do petista foi mais citado. Lula obteve 52,4% das menções. Bolsonaro foi citado por 22,6%.

Pesquisas diferentes trazem paralelos

Este levantamento realizado pelo DATATEMPO é diferente do divulgado no último dia 20 por O TEMPO Brasília. Naquela pesquisa, o DATATEMPO fez 2.025 entrevistas domiciliares entre os dias 9 e 15 de setembro em todo o país.

Ou seja, retrata um cenário com a percepção dos eleitores brasileiros. A pesquisa que é divulgada agora foi realizada com 1.392 eleitores em todo o Estado e apresenta a visão dos eleitores mineiros.

A distinção se faz necessária para dizer que os dois levantamentos não podem ser comparados. No entanto, vale chamar a atenção para o fato que o cenário nacional registrado pela pesquisa divulgada por O TEMPO Brasília encontra um paralelo no Estado.

Em ambas foi possível perceber que os jovens entre 16 e 24 anos são os que mais votam no ex-presidente Lula. Quando o recorte é pela faixa salarial, novamente, há semelhança: as pessoas que recebem até dois salários mínimos representam quase metade dos eleitores do petista.

Já no caso do presidente Jair Bolsonaro, tal qual no levantamento nacional, seu eleitorado é maior nas pessoas que possuem 60 anos ou mais. A renda de cinco a dez salários mínimos representa outra boa parcela dos eleitores do chefe do Executivo.

Dados da pesquisa

Foram feitas 1.392 entrevistas domiciliares em todo o Estado, entre 24 e 27 de setembro. O grau de confiança é 95%, e a margem de erro é 2,63 pontos percentuais.

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