Vítima da Covid-19, Agnaldo Timóteo fez carreira na música e na política – ITAPICURU FM 104,9

Vítima da Covid-19, Agnaldo Timóteo fez carreira na música e na política

O cantor Agnaldo Timóteo, de 84 anos, faleceu na tarde deste sábado, 3, vítima da Covid-19. O cantor se consolidou no cenário musical com canções românticas. Na política, teve mandatos como deputado federal e vereador em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Trajetória Musicial

Agnaldo Timóteo Pereira. mais conhecido como Agnaldo Timóteo,  nasceu em Caratinga, no interior de Minas Gerais. Aos dezesseis anos de idade, mudou-se para Governador Valadares, onde trabalhou como torneiro mecânico. Em uma casa vizinha à oficina se escutava bastante música, e foi daí  que Agnaldo  interessou-se por ser cantor. 

Em busca do sonho,  Agnaldo foi para Belo Horizonte à procura de oportunidades para gravar e cantar, mas não obteve êxito.  Foi ao Rio de Janeiro, quando, finalmente, se tornou conhecido nacionalmente. 

Em 1961, aconteceu sua estreia em disco: um 78 rotações com “Sábado no Morro” e “Cruel Solidão”, para o selo Caravelle, onde gravou também no ano seguinte a marcha “Na Base do Amendoim”. 

Em 1963, gravou o compacto duplo “Tortura de Amor” de Waldick Soriano, um  fiel ao seu estilo romântico. 

Agnaldo participou do programa realizado por Jair de Taumaturgo, na TV Rio, com a canção “The house of the rising sun”, sucesso do grupo britânico The Animals. Agnaldo ganhou todos os prêmios do programa e arrebatou o público jovem, sendo contratado, imediatamente, pela EMI-Odeon, onde teve a oportunidade de gravar seus primeiros discos. 

Em 1966, lançou “O Astro do Sucesso”, disco composto por versões de sucessos internacionais. Em 1967 lançou o álbum “Obrigado Querida”, emplacando como Hit daquele ano a canção “Meu Grito” (de Roberto Carlos), ficando em primeiro lugar em todas as gravadoras do país. Em 1972, com o álbum “Os Brutos Também Amam”, Agnaldo Timóteo mostrou que seguiria a linha dos românticos.

Agnaldo Timóteo lançou a primeira composição própria , A Galeria do Amor, com boa recepção. Em 1977 fez o seu disco de maior sucesso “Perdido na Noite”.

Em 2011 lançou “A Força da Mulher”, álbum que reunia 14 faixas com nomes de mulher, dando voz a sucessos como Michelle, dos Beatles, Manuela, de Julio Iglesias e Mulher (Sexo Frágil) de Erasmo Carlos e dedicou o trabalho a então presidente da república Dilma Rousseff.

Lançou no início de 2017 o álbum “Obrigado, Cauby” em tributo ao cantor falecido no ano anterior. Agnaldo perpassa vários sucessos da carreira do ídolo, tais como “Conceição” (em dueto póstumo com o homenageado), “Bastidores” e “Ninguém é de ninguém”.

Em 2018 gravou o álbum Reverências, ao vivo no Teatro Itália (SP), em que presta tributo a ídolos e artistas do seu tempo que influenciaram sua obra como Elis Regina, Gonzaguinha e Tim Maia.

No ano de 2019 o cantor sofreu um AVC quando se preparava para uma apresentação no interior da Bahia. O cantor ficou hospitalizado por 59 dias em Salvador e ao longo do ano foi recuperando sua saúde. Retornaria aos aos palcos em dezembro do mesmo ano.

Trajetória política

Timóteo iniciou sua atuação como político em 1982, quando foi eleito deputado federal no Rio de Janeiro pelo PDT.

Durante o mandato, brigou com Leonel Binrizola e transferiu-se para o extinto PDS.

Candidatou-se ao governo do Estado em 1986, mas foi derrotado por Moreira Franco.

Foi reeleito deputado federal em 1994, e renunciou dois anos depois para assumir como vereador na cidade do Rio de Janeiro.

Em 2005, assumiu como vereador em São Paulo pelo Partido Progressista, e foi reeleito em 2008.(https://atarde.uol.com.br/)

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