{"id":10420,"date":"2022-03-16T09:08:15","date_gmt":"2022-03-16T12:08:15","guid":{"rendered":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/?p=10420"},"modified":"2022-03-16T09:08:17","modified_gmt":"2022-03-16T12:08:17","slug":"paixao-que-vira-odio-pais-vive-escalada-de-violencia-no-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/2022\/03\/16\/paixao-que-vira-odio-pais-vive-escalada-de-violencia-no-futebol\/","title":{"rendered":"Paix\u00e3o que vira \u00f3dio: pa\u00eds vive escalada de viol\u00eancia no futebol"},"content":{"rendered":"\n<p>Historicamente visto como algo democr\u00e1tico, capaz de reunir fam\u00edlias e at\u00e9 possibilitar novas amizades, o futebol guarda um lado sombrio que vai na contram\u00e3o de qualquer aspecto referente \u00e0 uni\u00e3o ou solidariedade. Movido por um sentimento irracional, grupos de \u2018torcedores\u2019 se tornaram protagonistas de cenas de viol\u00eancia dentro e fora dos est\u00e1dios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, ataques e agress\u00f5es no meio futebol\u00edstico receberam destaque nas p\u00e1ginas dos principais jornais do pa\u00eds. Somente entre os dias 24 e 26 de fevereiro, por exemplo, aconteceram atentados contra \u00f4nibus que levavam as delega\u00e7\u00f5es de Bahia, Gr\u00eamio e Cascavel. Em dois desses casos, jogadores ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Dias antes, uma briga generalizada tomou conta do est\u00e1dio dos Aflitos, em Pernambuco, quando membros de uma torcida organizada do N\u00e1utico teriam ido \u00e0 porta do vesti\u00e1rio para pressionar os jogadores ap\u00f3s a derrota no estadual para o Retr\u00f4. Imagens que circularam na internet mostraram esses torcedores trocando socos com os atletas do Timbu.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da viol\u00eancia gratuita, atos como estes &#8211; presenciados ou transmitidos pela televis\u00e3o e redes sociais &#8211; tamb\u00e9m contribuem para afastar os torcedores dos est\u00e1dios. \u00c9 o caso de Allan Ribeiro, de 29 anos, torcedor do Bahia e que nunca esteve presente em um jogo na Arena Fonte Nova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO motivo de n\u00e3o ir aos est\u00e1dios vem de adolescente, quando eu tinha uns 12 anos. Comecei a ver notici\u00e1rios em todo o Brasil sobre essas viol\u00eancias. Lembro de uma situa\u00e7\u00e3o que jogaram um vaso sanit\u00e1rio em um torcedor. V\u00e1rios est\u00e1dios j\u00e1 tiveram epis\u00f3dios de viol\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 nem a quest\u00e3o de ser um jogo decisivo, mas por falta de no\u00e7\u00e3o e respeito. Quando voc\u00ea est\u00e1 no est\u00e1dio, corre risco de sofrer uma agress\u00e3o gratuita, algo que n\u00e3o lhe cabe\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com Natan Amoedo, de 23 anos, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco diferente. Torcedor do Vit\u00f3ria, ele conta que, mesmo indo aos jogos, costuma adotar algumas medidas de precau\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. Al\u00e9m disso, em partidas decisivas, como um cl\u00e1ssico Ba-Vi, por exemplo, prefere n\u00e3o ir ou assistir \u00e0 partida sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe maneira geral, costumo ficar no lado oposto ao das torcidas organizadas. Sendo torcedor do Vit\u00f3ria, geralmente fico no lado esquerdo do est\u00e1dio. Al\u00e9m disso, em jogos onde a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 muito favor\u00e1vel, costumo sair do est\u00e1dio alguns minutos antes da partida terminar, para evitar o maior tumulto. J\u00e1 o Ba-Vi, n\u00e3o vou h\u00e1 um bom tempo. E se for, vou s\u00f3\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente morando em Natal, no Rio Grande do Norte, Lucas Gomez, de 23 anos, deixou a capital baiana sem nunca ter ido a uma partida de futebol. Ele diz que sempre teve vontade de assistir a um jogo com sua m\u00e3e, torcedora do Vit\u00f3ria, mas o desejo n\u00e3o se cooncretizou por causa da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNunca fui (aos est\u00e1dios). N\u00e3o tive oportunidade e tinha medo das brigas. Na \u00e9poca, j\u00e1 eram bastante noticiadas e eu tinha consci\u00eancia dos acontecimentos. Quando morava em Salvador, tinha muita vontade de ir no Barrad\u00e3o com minha m\u00e3e, torcedora do Vit\u00f3ria. Mas acabamos nunca indo\u201d, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto das m\u00eddias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Brigas em est\u00e1dios e confus\u00f5es por conta de torcidas organizadas n\u00e3o s\u00e3o novidade no meio futebol\u00edstico. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, o conceito dos Hooligans era utilizado para descrever gangues de rua da Inglaterra associadas ao futebol, mas o termo passou a ser mais utilizado na d\u00e9cada de 1960. No restante da Europa, esses grupos foram classificados como \u2018Ultras\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em solo brasileiro, a primeira torcida organizada oficialmente foi a Gavi\u00f5es da Fiel, do Corinthians, fundada em 1\u00ba de julho de 1969. Da\u00ed em diante, o movimento se espalhou pelo pa\u00eds e, atualmente, quase todos os clubes possuem, pelo menos, uma torcida organizada presente nas arquibancadas durante as partidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o avan\u00e7o das tecnologias, aquilo que j\u00e1 era preocupante passou se intensificar ainda mais, uma vez que a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas se tornou mais f\u00e1cil, e os atos das torcidas organizadas passaram a ser programados e marcados por meio das redes sociais, como esclarece Ant\u00f4nio Netto, professor e especialista em m\u00eddias digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs recentes ataques a \u00f4nibus e toda essa coisa hist\u00f3rica de torcidas que marcam para se agredir antes ou depois dos jogos \u00e9 uma caracter\u00edstica muito forte, que j\u00e1 v\u00edamos quando se falava em torcidas organizadas. Agora, com as ferramentas digitais, a organiza\u00e7\u00e3o de eventos bizarros como esse foi digitalizada e facilitou esse processo. N\u00e3o precisa mais reunir um grupo em uma quadra para falar. Posso fazer isso de uma forma digital, atrelando em um grupo fechado que valida aquele discurso e torna mais simples\u201d, explicou Netto.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre a possibilidade de mecanismos capazes de rastrear as trocas de mensagens, impedindo que os atos saiam das telas dos celulares e ocorram no mundo real, o professor informou que isso ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. O motivo seria a ferramenta de seguran\u00e7a utilizada nesses aplicativos, que impede que terceiros leiam aquilo que foi enviado para um destinat\u00e1rio espec\u00edfico. Assim, os atos de \u2018burlar\u2019 esse sistema s\u00f3 ocorrem, por exemplo, quando existe alguma investiga\u00e7\u00e3o policial em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSobre Whatsapp e Telegram, ferramentas que tem grupos fechados, infelizmente n\u00e3o existem tecnologias para fazer monitoramento. O Whatsapp tem o que chamamos de tecnologia de duas pontas, dois fatores, onde voc\u00ea tem a seguran\u00e7a de que as mensagens s\u00f3 ser\u00e3o lidas pelo celular que vai receber. Em pouqu\u00edssimos casos, quando ocorrem investiga\u00e7\u00f5es policiais de grupos e tal, existe uma tentativa de se infiltrar nessa tecnologia. Mas s\u00e3o casos espec\u00edficos. Ainda n\u00e3o temos uma ferramenta que monitore termos para evitar um ataque\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando a paix\u00e3o vira viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esporte mais amado no Brasil, o futebol \u00e9 parte do cotidiano das pessoas, e a paix\u00e3o pelo clube traz impactos \u00e0 rotina em um aspecto psicossocial. Casos recentes de viol\u00eancia nos est\u00e1dios, sejam em confrontos entre torcidas rivais ou contra o time do cora\u00e7\u00e3o &#8211; como visto em ataques a \u00f4nibus de Bahia e Gr\u00eamio -, s\u00f3 refor\u00e7am o futebol como catalisador de emo\u00e7\u00f5es, mesmo as ruins.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos que entender o papel do esporte em uma sociedade. Quanto maior o peso desse esporte, maiores ser\u00e3o os sentimentos &#8216;positivos&#8217; e &#8216;negativos&#8217; proporcionados, evidentemente. Da\u00ed, por exemplo, que a derrota do time do cora\u00e7\u00e3o pode ter um grande impacto para um torcedor, como pode trazer tamanha euforia para o torcedor do time vencedor. Extravasar tais sentimentos s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es humanas naturais, e cada pessoa se expressa de uma maneira diferente&#8221;, explica Jo\u00e3o Aristides, psic\u00f3logo e professor universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor, que desenvolve pesquisas voltadas a fen\u00f4menos culturais na Universidade Federal do Par\u00e1, apontou que o problema \u00e9 quando a emo\u00e7\u00e3o &#8220;toma o lugar da raz\u00e3o&#8221;, principalmente em pa\u00edses em que a viol\u00eancia faz parte da sociedade, como \u00e9 o caso do Brasil. &#8220;N\u00e3o \u00e9 que tenhamos um fen\u00f4meno violento no futebol como algo at\u00edpico. Ele \u00e9, na verdade, resultado de pr\u00e1ticas de uma sociedade que apresenta comportamentos violentos. Muito fruto da desigualdade social, \u00e9 importante frisar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao impacto psicol\u00f3gico do futebol, h\u00e1 uma linha t\u00eanue entre o amor e o \u00f3dio que ele pode gerar atrav\u00e9s da frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que tamb\u00e9m aponta \u00cdcaro Pereira, psic\u00f3logo cl\u00ednico, especialista em sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O amor por algu\u00e9m ou por um clube, por mais que a gente olhe de uma maneira positiva, pode gerar outros sentimentos ruins. Se o time perde, gera uma frustra\u00e7\u00e3o muito grande. Existem estudos dentro da psicologia do esporte que demonstram uma correla\u00e7\u00e3o entre a viol\u00eancia e o fanatismo dentro do futebol. \u00c9 um amor que se torna algo diferente e pode levar a caminhos violentos. Temos tamb\u00e9m que considerar todo o hist\u00f3rico cultural que incita a rivalidade e, dentro dessas configura\u00e7\u00f5es, os pr\u00f3prios ritos t\u00eam carat\u00e9r violento&#8221;, falou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o envolvimento de membros de torcidas organizadas em casos de viol\u00eancia, o &#8216;torcedor comum&#8217; se afasta dos est\u00e1dios. \u201cConsigo entender que as torcidas organizadas geram essa inseguran\u00e7a para os torcedores comuns que querem ir aos est\u00e1dios. Seria t\u00e3o interessante irmos ao est\u00e1dio torcer para nosso time e entendermos que, depois que o jogo acaba, n\u00e3o precisa haver viol\u00eancia&#8221;, ressalta Allan Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Natan Amo\u00eado concorda com o posicionamento de Allan e diz que j\u00e1 presenciou cenas violentas, apesar de nunca ter sido v\u00edtima. &#8220;Justamente por sempre deixar o est\u00e1dio pouco antes da partida terminar, j\u00e1 vi muitas cenas absurdas acontecerem enquanto olhava para tr\u00e1s. Uma das que n\u00e3o esque\u00e7o foi h\u00e1 muitos anos, quando um torcedor do Bahia derrubou uma mulher que estava com crian\u00e7a no colo. Isso aconteceu h\u00e1 um bom tempo, mas ficou na mente\u201d, pontuou .<\/p>\n\n\n\n<p>Ao&nbsp;<strong>Portal A TARDE<\/strong>, o comandante do Batalh\u00e3o Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), tenente-coronel Elbert Vinh\u00e1tico, revelou que, durante o policiamento em jogos de futebol, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 dar maior aten\u00e7\u00e3o aos membros das torcidas organizadas. &#8220;Durante os eventos, temos uma aten\u00e7\u00e3o especial com esses torcedores pelo pr\u00f3prio hist\u00f3rico&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel das institui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser um evento privado, os jogos de futebol re\u00fanem milhares de torcedores. Com isso, a responsabilidade da seguran\u00e7a fica a cargo da Pol\u00edcia Militar, sobretudo do Bepe, que mant\u00e9m protocolos espec\u00edficos na manuten\u00e7\u00e3o da ordem nos est\u00e1dios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois dias antes ou no dia anterior \u00e0 partida, o Bepe realiza uma reuni\u00e3o de planejamento estrat\u00e9gico. Neste encontro \u00e9 definida a classifica\u00e7\u00e3o de risco de um jogo e, da\u00ed em diante, a estrat\u00e9gia utilizada. Os jogos s\u00e3o classificados em baixo, m\u00e9dio ou alto risco, o que gera maior impacto no efetivo policial utilizado para o evento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os protocolos tratam, sobretudo, do procedimento no entorno e na parte interna do est\u00e1dio. Temos muito cuidado no planejamento e sempre fazemos uma reuni\u00e3o preparat\u00f3ria. Essa reuni\u00e3o envolve todos os atores envolvidos em um evento futebol\u00edstico. A Pol\u00edcia Militar \u00e9 apenas uma das engrenagens do sistema. Tem as federa\u00e7\u00f5es, os pr\u00f3prios clubes, organizadores das competi\u00e7\u00f5es, \u00f3rg\u00e3os privados&#8221;, afirma o comandante do Batalh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do Bepe em um jogo de futebol \u00e9 resumida em tr\u00eas momentos: o antes, o durante e o depois das partidas. A primeira parte consiste em policiamento do entorno e supervis\u00e3o nas revistas antes da entrada dos torcedores ao est\u00e1dio. Na parte interna, j\u00e1 durante a partida, o foco \u00e9 em agir r\u00e1pido para solucionar qualquer problema na arquibancada ou em casos de invas\u00e3o de campo. Com o fim da partida, o efetivo permanece atento na regi\u00e3o para garantir a seguran\u00e7a dos torcedores que deixam o local do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto antes quanto ap\u00f3s os jogos, viaturas e motocicletas da Pol\u00edcia Militar s\u00e3o deslocadas para o acompanhamento aos \u00f4nibus das equipes. Essa escolta estava pr\u00f3xima ao ve\u00edculo do Bahia no dia 24 de fevereiro, quando a delega\u00e7\u00e3o foi atacada com artefatos explosivos, que deixaram dois jogadores feridos, entre eles o goleiro Danilo Fernandes, que precisou fazer uma cirurgia em um olho ap\u00f3s a regi\u00e3o ser atingida por estilha\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do comandante do Bepe, a situa\u00e7\u00e3o foi at\u00edpica. &#8220;O que aconteceu no ataque ao Bahia foi um ato criminoso, que partiu da pr\u00f3pria torcida organizada contra o clube que ela aprecia. Vejo como um caso isolado, por n\u00e3o ser confronto de torcida. N\u00e3o que esse fato esteja \u00e0 parte da viol\u00eancia no futebol. Foi um ataque aos atletas envolvendo torcida organizada&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precisamos ter cuidado quando relacionamos esse ataque como viol\u00eancia de torcida. N\u00e3o foi um confronto de torcidas rivais. Foi um arremesso de um objeto de uma torcida organizada, ent\u00e3o n\u00e3o pode generalizar para o torcedor como um todo. Quando a gente avalia isso, o ataque a jogadores do pr\u00f3prio clube \u00e9 algo que merece uma reflex\u00e3o&#8221;, acrescentou ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O comandante do Bepe revelou que nove suspeitos foram identificados como participantes do ataque. Todos s\u00e3o integrantes da torcida organizada Bamor e devem ser denunciados por tentativa de homic\u00eddio.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historicamente visto como algo democr\u00e1tico, capaz de reunir fam\u00edlias e at\u00e9 possibilitar novas amizades, o futebol guarda um lado sombrio<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":10421,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-10420","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10420"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10420\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10422,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10420\/revisions\/10422"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/itapicurufm.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}