É cada vez maior a lista de fábricas paradas – ITAPICURU FM 104,9

É cada vez maior a lista de fábricas paradas

A pandemia de Covid-19 pode ser comparada a um game, os desafios são maiores a cada fase. Os obstáculos dessa crise sanitária testam a resiliência de pessoas e de empresas, em todo e qualquer segmento, em todos os continentes. Não poderia ser diferente com a indústria automotiva. A cada fase, anúncios de paralisação das atividades, e o desenho de novas estratégias para solucionar problemas de uma época de guerra.

E voltamos aos movimentos do início do jogo, em março de 2020, quando as fábricas interromperam a produção de veículos. Porém, agora, as bombas para desarmar são maiores. Além do agravamento da pandemia, com a circulação da nova cepa do coronavírus, a falta de uma gestão nacional da pandemia, e o número recorde e cada vez mais assustador de mortes, há a falta de componentes e insumos, que afetam vários segmentos da indústria no mundo.

A produção na fábrica da General Motors de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, de acordo com o comunicado distribuído pela empresa, fica suspensa de 29 de março a 2 de abril. A decisão está alinhada com as ações da prefeitura do município que, a exemplo da capital paulista, antecipou feriados, com o objetivo de aumentar o isolamento social e reduzir o número de casos de Covid-19.

Antes, a GM já decidido parar a fábrica de Gravataí (RS) durante o mês em março, devido à falta de insumos (semicondutores). Em São José dos Campos (SP), a empresa trabalha em apenas um turno de produção, também em decorrência da falta de componentes.

A Volkswagen foi a primeira a anunciar paralisação temporária. Produção parada nas três unidades da marca, em São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná, entre os dias 24 de março e 5 de abril.

A lista de fábricas que pararam a produção, em parte ou totalmente, é extensa e pode aumentar: VW Caminhões e Ônibus, BMW, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Scania, Toyota Volvo.

Nas concessionárias, o impacto é o aumento da fila de espera. A demanda alta e a pouca oferta elevam os preços dos carros zero, seminovos ou usados. A implacável lei da oferta e da procura é sentida pelo consumidor, em meio à crise.

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