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Wagner defende Lula, mas não descarta outro nome

Publicado em 13/04/2018 às 06:27h


O ex-governador Jaques Wagner (PT) concedeu uma coletiva de imprensa, ontem, nos arredores da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde falou sobre a possibilidade de Lula não se candidatar em 2018. Ele é apontado como um dos planos do PT na corrida para o Palácio do Planalto. Para o agora ex-secretário do Desenvolvimento Econômico da Bahia (ele foi exonerado na última sexta-feira), a transmissão de votos do ex-presidente  não será algo “tão simples”. Wagner reafirmou que a prisão de Lula é política e tem como principal objetivo evitar que ele volte à Presidência da República. O ex-gestor do governo baiano, que deve ficar até hoje na capital paranaense, onde participa de vigílias ao lado de militantes, defendeu a união das esquerdas durante o próximo pleito em torno de um único candidato “progressista”. “O nome é consequência da força dessa plataforma”, disse. “Se vier a interdição, eu acho que a gente já terá acumulado o suficiente para escolher alguém dentro ou fora do partido”, cogitou, comparando o momento político com o golpe de 1964.

O petista afirmou também que “como por enquanto não está consolidada a candidatura de Lula, todo mundo tem direito de lançar sua própria candidatura”. Ele espera, no entanto, que a esquerda se una mais adiante. “Quando a gente se reunir para discutir programa de governo, frente que nos unifica, não sei por que alguém não viria”. Reafirmando sua candidatura ao Senado Federal, disse que o único plano existente é o “plano L, de Lula!”. “Se vier a interdição [da candidatura], vamos ter de escolher alguém de dentro ou de fora do PT. Vamos ver em que conjuntura isso se dá”, disse. Durante um discurso para militantes também ao lado da sede da PF, Wagner chegou a dar “bom dia” para Lula. Aos jornalistas, ele afirmou que o petista está se tornando um símbolo: “Lula está virando anjo, na minha opinião. Lula está virando uma ideia, um ente. Batem tanto nele, que estão canonizando o Lula. Jamais vão apagar ele da mente das pessoas”.

O ex-governador criticou ainda a exposição dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos meios de comunicação e defendeu a mudança do entendimento atual da Corte, que permite que condenados em segunda instância comecem a cumprir a pena de prisão. “Na hora em que um membro do Supremo está dando entrevista e opinando sobre a matéria que está sendo votada, acho que isso está criando uma ambiência danosa à democracia”, disse. Wagner não foi ao prédio do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, onde Lula passou os últimos dias antes da prisão, e nem se manifestou  nas redes sociais quando Lula foi levado para a superintendência da PF em Curitiba. “Quem mais sentiu fui eu, não consegui chegar naquele momento”, disse, alegando problemas logísticos de voo. “Não tomem minha ausência de lá como nenhum afastamento”.

Ex-governador será testado em pesquisa eleitoral

O Instituto Datafolha publicará  a primeira pesquisa de intenção de voto após a prisão do ex-presidente Lula. O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi sondado em duas situações sem o líder petista (que continuará sendo aferido até o limite do registro de candidatura para o pleito).

Ele será comparado com Paulo Rabello (PSC), Guilherme Boulos (PSOL), Joaquim Barbosa (PSB), Flávio Rocha (PRB), Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (Podemos), Fernando Collor (PTC), Manuela D’Ávila (PCdoB), João Amoedo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Afif (PSD), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL) e Rodrigo Maia (DEM). Já a outa situação trará de Michel Temer (MDB) em vez de Meirelles. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é a outra opção do PT para a corrida eleitoral.

Wagner também estará em dois cenários de segundo turno, em um deles com Geraldo Alckmin (PSDB) e em outro com Jair Bolsonaro (PSL). A pesquisa, que deve ser publicada no próximo domingo, também quer saber se o eleitor entrevistado votaria em um postulante indicado por Lula, Temer ou Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e quem Lula deveria apoiar não podendo participar da disputa.



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